O Pantanal é reconhecido como uma das maiores áreas úmidas continentais do planeta e um dos biomas mais ricos em biodiversidade. Com aproximadamente 150 mil km², abriga uma concentração excepcional de espécies. Para dimensionar essa grandiosidade, se o Pantanal fosse um país, ocuparia a 39ª posição no ranking mundial de biodiversidade, superando diversas nações reconhecidas por sua fauna e flora.
A região concentra mais de 4 mil espécies já catalogadas, incluindo plantas, aves, peixes, répteis, anfíbios e mamíferos. Muitas dessas espécies são endêmicas ou constam em listas de ameaça, o que reforça a importância do bioma para a conservação global. Essa diversidade é resultado direto da interação ecológica entre grandes biomas brasileiros, como o Cerrado, a Amazônia e o Chaco, formando um complexo e dinâmico mosaico ecológico.
Do ponto de vista científico, o funcionamento do Pantanal está diretamente ligado ao seu regime hidrológico natural. O pulso anual de cheias e secas controla a disponibilidade de nutrientes, regula cadeias alimentares e sustenta processos ecológicos essenciais, como reprodução, migração e dispersão de espécies. Esse ciclo hidrológico faz do Pantanal um dos ecossistemas mais produtivos do mundo.
Além da biodiversidade, o Pantanal exerce papel estratégico na regulação climática regional, no armazenamento de carbono e na manutenção da qualidade da água das bacias hidrográficas que o compõem. A conservação desse bioma é fundamental não apenas para o Brasil, mas para o equilíbrio ambiental em escala global, garantindo serviços ecossistêmicos essenciais e a preservação de um patrimônio natural de valor científico e ambiental incalculável.




