O Bioparque Pantanal alcançou um marco histórico na conservação da biodiversidade aquática ao registrar a 100ª reprodução de espécie sob cuidados humanos e de forma natural. O resultado reforça o protagonismo científico do complexo, que se consolida como o maior banco genético vivo de água doce do planeta.
Localizado em Campo Grande, o Bioparque é reconhecido como o maior aquário de água doce do mundo e atua como um importante centro de pesquisa, educação ambiental e preservação de espécies.
Marco histórico para a conservação
Com o novo registro, o Bioparque se torna o único aquário do mundo a contabilizar a reprodução de 100 espécies diferentes em ambiente controlado, mas com comportamento reprodutivo natural.
Entre essas reproduções:
- 32 espécies são do bioma Pantanal
- 31 da Amazônia
- 21 do Cerrado
- 3 da Mata Atlântica
- 1 da Caatinga
- além de espécies da África, Ásia, México e Oceania.
O desempenho reforça o compromisso do complexo com a preservação da biodiversidade, especialmente do Pantanal, maior planície alagável do planeta.
Reproduções inéditas para a ciência
Outro dado que chama a atenção da comunidade científica é que 29 reproduções são inéditas no mundo e 20 inéditas no Brasil, ampliando o reconhecimento internacional do Bioparque nas pesquisas de conservação ex situ, quando as espécies são preservadas fora de seu habitat natural.
A centésima reprodução registrada foi de um acará-porquinho, espécie que integra o plantel do Bioparque e simboliza esse momento histórico dentro do trabalho de conservação.
Espécies ameaçadas também foram reproduzidas
Entre as espécies reproduzidas no Bioparque, três estão classificadas como ameaçadas de extinção, o que torna o marco ainda mais relevante para a preservação da biodiversidade.
Entre elas estão:
- Cascudo-viola, espécie endêmica do rio Coxim;
- Cascudo-cego, adaptado a ambientes subterrâneos;
- Axolote, anfíbio mexicano conhecido por sua capacidade de regeneração.

Centro de pesquisa e conservação
Grande parte das reproduções ocorre no Centro de Conservação de Peixes Neotropicais (CCPN), considerado um verdadeiro berçário dentro do complexo. O espaço reúne equipe especializada, manejo técnico e protocolos científicos rigorosos para garantir o desenvolvimento das espécies.
De acordo com a direção do Bioparque, cerca de 95% das reproduções ocorreram de forma natural, sem indução hormonal, o que demonstra que os ambientes do complexo oferecem condições ideais para o comportamento natural dos animais.
Mais do que um espaço turístico, o Bioparque Pantanal se consolida como laboratório vivo de pesquisa, educação ambiental e conservação da biodiversidade, contribuindo para o avanço científico e para a preservação de espécies aquáticas no Brasil e no mundo.

Fonte: Comunicação Bioparque Pantanal
Fotos: Lara Miranda



