O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou um avanço estratégico para a inovação e sustentabilidade no setor florestal com a assinatura de uma parceria inédita de pesquisa e desenvolvimento voltada à criação de bioinsumos que incorporam DNA do Pantanal, um dos principais biomas mundiais em biodiversidade.
O acordo foi assinado no dia 12 de fevereiro de 2026, no auditório da Semadesc, e formaliza a cooperação entre o Estado, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a startup sul-mato-grossense Pantabio, com participação da Fundação Arthur Bernardes. A iniciativa consolida o projeto intitulado “Biológico para implantação de mudas de eucalipto – validação de protocolos de aplicação e testes de eficácia”.
Tecnologia sustentável com DNA do Pantanal
O foco da cooperação é desenvolver soluções tecnológicas sustentáveis que possam aumentar a produtividade de mudas de eucalipto, ao mesmo tempo em que reduzem a dependência de insumos químicos convencionais. Os bioinsumos em estudo são baseados no fungo Trichoderma, microrganismos adaptados às condições climáticas extremas do Pantanal, como altas temperaturas e estresse hídrico.
Segundo representantes do projeto, essa adaptação biológica confere maior resiliência às mudas, tornando a tecnologia mais eficaz em ambientes desafiadores e mais resiliente às mudanças climáticas.
Integração entre ciência, governo e setor produtivo
O secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc destacou que a parceria representa um movimento estruturante no cenário estadual de inovação, fortalecendo a conexão entre universidade, empresas e políticas públicas. A expectativa é que o projeto sirva de modelo para transformações mais amplas no setor de bioeconomia do Estado.
A Pantabio, startup originada na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), desempenha papel central na pesquisa, focada na fórmula e aplicação dos bioinsumos. A empresa foi escolhida por sua experiência em biotecnologia aplicada à agricultura e pela origem regional, reforçando o potencial de desenvolvimento tecnológico local.
Além disso, a UFV contribui com sua expertise consolidada em pesquisa florestal e inovação, enquanto a Fundação Arthur Bernardes atua na gestão e transferência de recursos, viabilizando a execução conjunta do plano de trabalho.
Impactos e perspectiva
O projeto não só visa elevar a eficiência produtiva no setor florestal sul-mato-grossense, mas também posicionar o Estado como um polo de inovação tecnológica sustentável no Brasil, agregando valor ao setor produtivo e fortalecendo a bioeconomia regional.
Fonte: Semadesc



