Mato Grosso do Sul se destaca no cenário nacional como o único estado brasileiro que cumpriu todos os instrumentos de governança climática acordados entre os entes subnacionais, segundo dados da segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas. O estudo, divulgado recentemente pelo Centro Brasil no Clima (CBC), reúne indicadores e análises sobre políticas públicas climáticas em âmbito estadual.
Governança climática: o que significa e por que MS lidera
A governança climática envolve um conjunto de políticas, planos e instrumentos que orientam ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Esses instrumentos incluem estratégias estruturadas, prazos definidos e instituições responsáveis pela execução das ações.
O estado sul‑mato‑grossense se destacou no relatório por:
- Implantar todas as etapas de gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com inscrição automatizada e análise técnica.
- Regular e operacionalizar o Programa de Regularização Ambiental (PRA).
- Possuir todos os instrumentos estaduais de financiamento de políticas climáticas, como ICMS Verde, Fundo Ambiental, Fundo de Recursos Hídricos e Fundo Climático.
- Definir a meta mais ambiciosa entre os entes subnacionais: tornar Mato Grosso do Sul Carbono Neutro até 2030.
Avanços concretos e políticas climáticas efetivas
De acordo com o Anuário de Mudanças Climáticas, Mato Grosso do Sul também apresentou progressos significativos na destinação de resíduos sólidos urbanos, passando de 44 % em 2015 para 85 % em 2024.
A política estadual inclui ainda:
- Implantação da Política Estadual de Mudanças Climáticas.
- Criação do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas.
- Realização de encontros técnicos e debates setoriais para aprimorar ações públicas.
- Parcerias para prevenir desmatamento e queimadas, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle no Pantanal (PPPantanal).
Sustentabilidade e desenvolvimento alinhados
Para a secretária executiva da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de MS (Semadesc), Ana Trevelin, o que diferencia o estado é a visão sistêmica que integra várias áreas da administração pública, garantindo que as estratégias climáticas sejam transversais e eficazes.
Essa atuação consolidada permite a Mato Grosso do Sul enfrentar desafios climáticos com ações estruturadas e acompanhar o desempenho dos principais indicadores socioeconômicos e ambientais.
Desafios e perspectivas futuras
Apesar dos avanços, o relatório também aponta desafios significativos, como áreas de pastagem com baixo vigor produtivo que demandam recuperação sustentável em larga escala. Essa recuperação é essencial para fortalecer ainda mais as estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas no estado.
Fonte: Comunicação Semadesc



