PANTANAL SUL

Pantanal vive a quinta pior estiagem em 120 anos


Por Dayane Medina 10/08/2021 sem comentários


Pantanal-estiagem

Josiney Severino dos Santos/Defesa Civil

O nível do rio Paraguai, que drena o bioma Pantanal, tem diminuído de forma drastica, só na última semana baixou quase 20 centímetros, acabou diminuindo cerca de 2 centímetros por dia, no município de Ladário/MS. A estação, considerada um termômetro da situação de seca na região, registra 84 centímetros no dia 4 de agosto de 2021, enquanto o nível normal esperado para esta época do ano é de 4,15 metros.

O ritmo dessa descida dos níveis deve se intensificar ainda mais no mês de agosto, fazendo piorar a crise hídrica na região do Pantanal, de acordo com o SGB-CPRM (Serviço Geológico do Brasil).

Esse é o terceiro ano consecutivo em que o Pantanal não apresentou a habitual cheia. O prognóstico foi apresentado na Sala de Crise do Pantanal a convite da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA).

A seca do rio Paraguai está entre as 10% piores da série histórica em Porto Murtinho/MS, que data de 1937. Em Ladário já é a quinta pior vazante desde 1901. Este é o segundo ano consecutivo que a bacia está nesta situação de vazante extrema.

Nos municípios de Ladário e Porto Murtinho, o nível do rio subiu consideravelmente em janeiro de 2021, mês em que as chuvas ficaram mais próximas do normal. Mas foi o único mês em que isso aconteceu: o rio voltou a receber chuvas abaixo da média e a recuperação foi lenta. A situação foi agravada pelo fim precoce da estação chuvosa, no início de abril.

Prognóstico

A estação de Ladário deve atingir a mínima de -44 centímetros por volta de 20 de outubro, sendo que atingiu -32 centímetros no ano passado.

Chuvas

A previsão da Climatempo para agosto de 2021 indica que duas frentes frias acompanhadas de moderadas massas de ar frio vão chegar à Região Centro-Oeste na primeira quinzena de agosto, uma em cada semana. No início da segunda quinzena, uma frente fria mais intensa vai provocar um queda ampla de temperatura. Há risco para geadas em Mato Grosso do Sul. A chuva associada a essa frente fria vai se estender por áreas onde já não é comum chover em agosto, mas não há expectativa de eventos extremos de chuva. O frio deve durar entre 5 e 7 dias.

O órgão informa que chuvas de até 30% acima ou abaixo da média não devem fazer uma diferença significativa na seca durante o próximo mês, já que as chuvas nesta época são escassas.

Queimadas

Os focos de queimadas atingiram um pico muito alto no ano passado. Neste ano, o número de focos registrados é pequeno, mas o período em que eles costumam aumentar ainda não chegou. Na média de 2003 a 2019, o auge das queimadas é no trimestre de agosto, setembro e outubro. Espera-se que a temperatura do ar fique acima da média no próximo trimestre, principalmente sobre o Mato Grosso do Sul.



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