PANTANAL SUL

Um ano após perder 26% do bioma, Pantanal tenta se recuperar, mas ainda corre riscos de queimadas com inverno seco


Por Dayane Medina 02/08/2021 sem comentários


Pouco mais de um ano o Pantanal ainda tenta se recuperar da maior tragédia da sua história que levou 26% do bioma. Hoje, todas as autorizações ambientais emitidas para a realização de “queima controlada” estão suspensas até 30 de outubro, com intuito de preservar a região. No entanto, o que preocupa os Bombeiros e brigadistas é o inverno seco.

Só em 2020 os incêndios destruíram cerca de 4 milhões de hectares. No território de Mato Grosso do Sul, 1,7 milhão de hectares virou cinzas e em Mato Grosso, a destruição foi maior: quase 2,2 milhões de hectares.

A região que ainda não se recuperou voltou a registrar queimadas este ano e corre agora o risco de reviver a catástrofe por conta do inverno seco e a falta de chuva na região pantaneira, devido ao recorde de estiagem dos últimos dias.

De acordo com a organização não governamental SOS Pantanal, o clima mais seco deste inverno, na comparação com 2020, garante as condições climáticas para o desastre ambiental.

“A expectativa para esse ano é que os incêndios sejam fortes novamente porque está mais seco que no ano passado, quando tivemos a pior seca dos últimos 47 anos”, afirma Gustavo Figueroa, biólogo da entidade.
Com os grandes riscos, os Bombeiros precisam ficar ainda mais atentos sobre o clima. Segundo o Tenente Coronel Matos, a vegetação fica mais seca, aumentando o risco de incêndio florestal.

“Só neste ano, na região de Corumbá já registramos 532 focos de incêndios que foram combatidos, além de outras regiões como da Nhecolandia, Porto Esperança e Nabileque que estão sendo monitoradas, onde serão enviados mais três equipes para combate”, explicou.

Atualmente, os militares do Corpo de Bombeiros atuam na Operação Hefesto que reúne 29 homens combatendo queimadas em diferentes fazendas da região de Corumbá.

Decreto

Em Mato Grosso do Sul, o governo estadual decretou nesta semana estado de emergência por 180 dias. O decreto facilita acesso a recursos extraordinários, inclusive da União, para o combate às queimadas.

Queimada Pantanal

Divulgação/Corpo de Bombeiros



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