Por que onças afiam as garras em árvores? Entenda o comportamento típico no Pantanal

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As onças, tanto a Onça-pintada quanto a Onça-parda, têm o hábito de afiar suas garras em troncos de árvores como parte de um comportamento natural essencial para sobrevivência e comunicação. O ritual é frequentemente observado no Pantanal e em áreas de mata, onde os felinos arranham, raspam e pressionam as unhas contra a madeira.

Esse comportamento vai muito além de um simples “afiar de unhas” e cumpre funções estratégicas importantes na vida desses grandes predadores.

Manutenção e afiação das garras

As onças removem as camadas externas desgastadas das unhas, feitas de queratina, mantendo-as afiadas e funcionais. Como possuem garras retráteis que podem atingir cerca de 5 centímetros, esse cuidado é fundamental para:

  • Capturar e segurar presas
  • Escalar árvores
  • Defender-se de ameaças

Durante a caça, especialmente no caso da onça-pintada, a presa costuma ser finalizada com uma mordida potente na base do crânio, enquanto as garras garantem firmeza e controle.

Marcação de território

Ao arranhar troncos, as onças deixam uma marca visual clara para outros animais. Mas não é só isso: junto aos arranhões, também são liberados sinais químicos (feromônios) por meio de glândulas localizadas nas patas.

Essas marcas funcionam como uma “mensagem” territorial, indicando presença, domínio da área e até informações relacionadas à reprodução.

Fortalecimento muscular

O ato de arranhar árvores também serve como exercício físico. O movimento ajuda a fortalecer e tonificar músculos das patas dianteiras, ombros e costas, regiões essenciais para explosões rápidas durante a caça.

Marcas que impressionam

Os arranhões podem ser deixados a até dois metros de altura no tronco das árvores. Essa característica amplia o alcance visual da marcação, tornando o sinal mais evidente para outros felinos que circulam pela região.

No ambiente selvagem, cada detalhe conta. A simples ação de afiar as garras revela uma combinação de estratégia, comunicação e preparo físico que reforça o papel das onças como predadoras de topo nos ecossistemas brasileiros.

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